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SER ESCRITOR SEM GOSTAR DE LER E DE ESCREVER?

Muita gente acredita em mágica, ser escritor sem gostar de ler e escrever é, possivelmente, a mágica mais difícil que alguém pode realizar.

Além de gostar de ler e escrever, para ser bom escritor são necessários outros atributos, sem os quais os postulantes ao domínio da escrita, abandonarão de vez seus objetivos. Quais sejam: gostar de silêncio e solidão; de ficar em paz em sua própria companhia. Coisa muito difícil nos tempos de hoje!

Viver sem as válvulas de escape das redes sociais, dos games, dos contatos fúteis e de tantas outras enganações que o mundo moderno tem arquitetado contra os pretensos escritores, não tem sido coisa muito fácil mesmo, hoje em dia.

É a solidão e o silêncio o verdadeiro combustível das grandes obras. É preciso ler muito, como escritor, como detetive, como pescador ou garimpeiro das palavras. Há sempre uma forma mais adequada e mais bela de se expressar através do que se escreve. Ler principalmente poesia, recomenda os grandes escritores. “Todo poeta vive do silêncio e dele pesca as palavras”, disse a poetisa Suzete Brainer, no seu belíssimo livro (Trago folhas por dentro do silêncio que me acende) Link do Site ?➡ suzetebrainer.net 

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Vladimir Nabokov em seu livro (Lições de Literatura), diz o seguinte: “Parece-me que uma boa forma para testar a qualidade de um romance é, no longo prazo, uma fusão da precisão da poesia com a intuição da ciência (eu acho que houve um descuido do tradutor, penso eu), o mais adequado seria: uma fusão da precisão da ciência com a intuição da poesia. A fim de usufruir dessa mágica, um leitor sábio lê o livro de um gênio não com o coração,  nem mesmo com o cérebro, mas com a coluna vertebral.”

Já o escritor Raimundo Carrero, em seu livro (A preparação do escritor), diz o seguinte: “Leia sempre os poetas, sempre. Não pare nunca. com eles você aprende a criar suas próprias estratégias a seduzir e a encantar o leitor, a usar o pedal narrativo. Além disso, só uma lembrança: já leu o seu poema hoje? Leia como quem reza, compreendendo cada palavra, cada verso, cada vírgula. Leia como o músico: nota por nota, acorde por acorde. Respire o poema.”

Mario Quintana no livro (Viver e Escrever), de Edla Van Steen – Entrevista com o poeta Mário Quintana):

“Ser poeta não é uma maneira de escrever. É uma maneira de ser. O leitor de poesia é também um poeta. Para mim o poeta não é essa espécie saltitante que chamam de Relações Públicas. O poeta é Relações Íntimas. Dele com o leitor. E não é o leitor que descobre o poeta, mas o poeta é que descobre o leitor, que o revela a si mesmo.”

Lêdo Ivo (Livro Viver e Escrever), de Edla Van Steen – Entrevista com o poeta Lêdo Ivo, diz o seguinte:

“Isto porque, para mim, a poesia é um problema de cultura, e não de sensibilidade, inclusive porque o importante, para um poeta, não é a sua sensibilidade, mas o uso que ele faz de sua sensibilidade. Esta é a primeira pergunta. Se um jovem poeta não se aparelha para ter acesso ao universo da cultura, ele está antecipadamente condenado.” 

Vale ressaltar a facilidade que se tem agora, só não lê quem não quer. Num smartphone cabe uma biblioteca inteira de livros digitais baratos e até mesmo grátis, fácil de adquirir, de conduzir, de manusear… Não há desculpa de falta de tempo ou de dinheiro para quem quiser ler de verdade. 

Por exemplo, o livro de Suzete  Brainer, citado acima, na versão digital custa apenas R$9,90. É um preço irrisório, considerando o prazer de ler sua bela poesia, suas crônicas e prosas poéticas, afora o aprendizado e a inspiração que a obra produz. ?➡http://bit.ly/2o4OARx

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