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O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA FILOSOFIA, SEGUNDO O MATERIALISMO

O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA FILOSOFIA, SEGUNDO O MATERIALISMO

Quem não quer raciocinar é fanático; quem não consegue é tolo; e quem não ousa é escravo.    (Lord Byron – Poeta Inglês (1788 – 1820)  

É justamente aqui onde o materialismo confunde <percepção de realidade> com a própria realidade.  Peca por utilizar um princípio metafísico, acreditando que está sendo dialético. Advoga por uma supremacia equivocada da realidade material sobre a realidade mental, em cima de uma circularidade filosófica baseada numa lógica sutil de enredamento e gera conclusões que em nada tem a ver com a realidade do mundo e das coisas. Vejamos: 

“… Se é verdade, finalmente, que há dois princípios, e somente dois, para explicar o mundo, qual desses dois princípios explica o outro? Qual é o mais fundamental? Qual o primeiro? Qual o derivado? Qual o eterno e infinito e, consequentemente, produtor do outro?” [Politzer, pág. 110.] 

Ao fazermos uma análise do chamado Problema Fundamental da Filosofia, como tem sido colocado pelos materialistas, fica caracterizado que essa distinção entre a explicação materialista e a explicação metafísica da realidade, é uma distinção apenas mental, metafísica também, um jogo de palavras que não atinge a realidade; um modo acomodado de contato que se tem com a realidade, causado pelas limitações perceptuais dos sentidos humanos e agravado pelas crenças e preconceitos que imprimem sempre uma tendência à comprovação daquilo que previamente se aceitou como verdadeiro. 

É justamente a partir dessa enganação filosófica, dessa aberração lógica dissociada da realidade, que a Filosofia Materialista erigiu sua doutrina, uma espécie de religião invertida que transformou matéria em deus, a partir da qual se possa explicar tudo que está relacionado com o mundo e tudo que acontece nele. Consequentemente, criou uma visão capenga de mundo capaz de influenciar principalmente os diversos ramos da ciência, da filosofia, da economia, da política, da história, da sociologia, da antropologia e da própria religião, que se sentiu acuada pela incapacidade de se explicar perante a força com que a visão materialista se firmou diante da intelectualidade do mundo inteiro.  

No meu entender, o Materialismo é também uma metafísica disfarçada, surgida das concepções limitadas do homem, como disse Lênin referindo-se à religião. É metafísica pura, por considerar a matéria como coisa e não como um modo de ser, um somatório de atributos, sem os quais não haveria sentido algum falar em matéria.  Além disso, o materialismo, justamente na chamada questão fundamental da filosofia, naquilo que seria o <seu princípio mais importante> utilizado para demonstrar a supremacia do materialismo sobre o idealismo, utiliza (o quê?): <O Princípio do Terceiro Excluído>. Um princípio da Lógica Formal combatido pelos próprios materialistas como <incapaz de penetrar nas profundezas da realidade>. Eis, aí, o enunciado sobre o <terceiro excluído>:  

O princípio do terceiro excluído. (ou exclusão do terceiro caso.) Entre duas possibilidades contraditórias não há lugar para uma terceira. Um ser é animal ou vegetal; não há lugar para uma terceira possibilidade. É preciso escolher entre a vida e a morte, não há lugar para um terceiro caso. Se A e nãoA são contraditórios, determinada coisa é A ou não-A.”  [Politzer, Pág. 34.] 

Vejamos o que pensa a filosofia materialista sobre o Terceiro Excluído. 

“É válida esta lógica?   Sim, porque representa a experiência acumulada por séculos e séculos. Porém, ela é insuficiente quando se pretende aprofundar a pesquisa.”  

“A Lógica Formal é insuficiente para penetrar nas profundezas da realidade. Querer que ela dê mais do que pode, é precisamente cair na metafísica. A Lógica tradicional, em si, não é falsa; mas, quando a aplicamos para além de seus limites, ela engendra o erro. ” [Politzer, Pág. 34.] 

Quando se usa o princípio do terceiro excluído, parte-se de um pressuposto de que não existe uma terceira hipótese a ser considerada. Daí o nome de <terceiro excluído>; isso é muito perigoso, principalmente em se tratando da Questão fundamental da filosofia, sobre e para a qual deverão convergir todas as conclusões. Quando se parte de algum falso pressuposto, acarreta que todas as conclusões em torno desse pressuposto serão impreterivelmente falsas.  Toda argumentação cai por terra, igualmente àquela arrumação de pedrinhas de dominó, em que a primeira ao derrubar a segunda, dá início à queda de todas as outras.  

No próximo Post veremos por completo as dissonâncias cognitivas da Filosofia Materialista sobre a Questão Fundamental da Filosofia, tendo como viga-mestra justamente o Princípio do Terceiro Excluído.

Este post tem 6 comentários

  1. Manoel Belo

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  2. Manoel Belo

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