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Felicidade é Isto: Uma Construção Mental

Artigo onde se diz que a Felicidade provém de uma construção mental, em que os atributos dos pensamentos e sentimentos são as vigas principais dessa arquitetura maravilhosa que é ser feliz.

O SENTIMENTO É O ÚTERO GESTOR DA FELICIDADE 

Dando continuidade aos atributos do pensamento na costrução da felicidade, falaremos agora sobre o Sentimento, que é um atributo feminino, a mãe da realização de tudo aquilo que foi pensado. Sem o sentimento as criações mentais geradas pelo pensamento tornam-se estéreis e morrem antes mesmo de serem concretizadas. É dentro da esfera do sentimento que estão todos os atributos necessários à concretização de qualquer plano, inclusive este plano de ser feliz, aqui por mim recomendado. São, portanto, os principais atributos da criação mental através da força do sentimento: 

O Amor  

O Amor é o principal atributo de todas as realizações. O próprio Universo é obra de incomensurável amor, que precisa ser bem compreendida e vivida por todos nós. Quem ama tem muito mais capacidade de viver alegre e ser feliz! Não falo simplesmente do amor carnal vivido entre machos e fêmeas, mas sim, do amor impessoal, genuíno e desinteressado, que é possível viver. Pelo ato volitivo da consciência e algum esforço, qualquer um pode desenvolver essa forma de amar. É o amor pela vida, amor pela beleza, amor pela simplicidade, amor pela natureza, amor pelo conhecimento e autoconhecimento, amor pela solidariedade com o próximo, amor pela perfeição, enfim, amor como forma de ser, de existir como pessoa.   

O Entusiasmo 

O amor gera o entusiasmo que é o combustível de qualquer realização. É ele a força motriz que impulsiona o indivíduo para a consecução do objetivo desejado. Sem o entusiasmo a obra pode nascer imperfeita, retardada e ineficiente em cumprir seus objetivos. 

A Vontade e o Desejo  

São duas forças similares que precedem os mecanismos da ação consciente, na busca dos objetivos concebidos pelo pensamento. Sem a vontade e o desejo nada se cria, os pensamentos morrem no nascedouro como sonhos que nunca se concretizam. 

A Fé e a Crença 

São, também, duas forças similares que se entrelaçam para formarem o combustível apropriado, capaz de levar adiante qualquer plano, a despeito mesmo dos empecilhos encontrados.  

A distinção que eu faço entre os atributos do pensamento e os atributos do sentimento é que, com atributos do pensamento – por este ser uma força masculina- pode-se trabalhar, mesmo que desvinculado dos atributos do sentimento. Ou seja: você pode pensar, pode visualizar, pode se concentrar numa coisa qualquer que você não ache possível realizar.  Você é livre para pensar o que você quiser! Já, em relação aos atributos do sentimento, ou você sente ou não sente, não pode haver enganação. É este fenômeno que muitos não entendem! É esta a conexão necessária entre os atributos do pensamento e os atributos do sentimento, para que a obra se concretize.

Se você não acreditar ser possível a realização daquilo que vai colocar na sua tela mental, se você não tem a fé de que aquilo aconteça, não vai acontecer nunca! É por isso que Aristóteles, sabendo da necessidade de se agir de comum acordo entre pensamento e sentimento, recomenda: “Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje”. Ou seja: comece trabalhando naquilo em que você já acredita ser possível realizar. 

AS PRINCIPAIS CAUSAS DA INFELICIDADE 

O apego e a divisibilidade 

Como o Apego e a Divisibilidade podem causar sofrimento? 

Se você observar a principal causa do sofrimento humano, verá que ela decorre justamente das situações de apego de que o ser humano não consegue se desvencilhar. Por que isso acontece? Porque o apego gera conflito e o conflito gera a divisão – do grego “eschízein”, que significa divisão, fenda. Daí decorre o conceito de esquizofrenia, que é a divisão da personalidade levada ao extremo. Sobre o apego e a divisibilidade, todos os grandes Mestres e Santos falam com profundidade. No Budismo, por exemplo, a questão do desejo que gera o apego é enfaticamente dissecada com profundidade de cirurgião. Buda chamou de Causação AS QUATRO NOBRES VERDADES, em que analisa a causa dos sofrimentos humanos. Vale a pena vermos esta questão: 

AS QUATRO NOBRES VERDADES 

“O mundo está cheio de sofrimentos. O nascimento, a velhice, a doença e a morte são sofrimentos, assim como o são o odiar, estar separado de um ente querido ou lutar inutilmente para satisfazer os desejos. De fato, a vida que não está livre dos desejos e paixões, está sempre envolta com angústia. Eis o que se chama de a Verdade do Sofrimento.  

A causa do sofrimento humano encontra-se, sem dúvida, nos desejos do corpo físico e nas ilusões das paixões mundanas. Se estes desejos e ilusões forem investigados em sua fonte, poder-se-á verificar que os mesmos se acham profundamente arraigados nos instintos físicos. Assim, o desejo, tendo um grande vigor, já em sua base, pode manifestar-se em tudo, inclusive mesmo em relação à morte. A isto se chama de a Verdade da Causa do Sofrimento. 

Se o desejo, que se aloja na raiz de toda paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, consequentemente, todo o sofrimento humano. Isto é chamado de a Verdade da Extinção do Sofrimento.  

Para se atingir um estado de tranquilidade, em que não há desejo nem sofrimento, deve-se percorrer o Nobre Caminho, galgando suas oito etapas que são: Percepção Correta, Pensamento Correto, Fala Correta, Comportamento Correto, Meio de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta e Concentração Correta. Eis a verdade do Nobre Caminho para a Extinção dos Desejos.

Mais à frente Buda conclui: 

“Quando um homem conhecer claramente as Quatro Nobres Verdades, o Nobre Caminho o afastará de toda a cobiça. Uma vez livre da cobiça, ele não lutará com o mundo, não matará, não roubará, não cometerá adultério, não trapaceará, não abusará, não invejará, não se irritará, não se esquecerá da transitoriedade da vida nem será injusto.”

Leia com atenção as palavras de Buda e observe que o mesmo quis, com seus ensinamentos, que o homem permanecesse inteiro, indivisível. Segundo percebo, conservando-se essa integridade, é a única forma de manter-se feliz. 

Como conservar a integridade se o homem, por natureza, é um animal dividido? 

-Compreendendo a natureza humana e evitando tudo que lhe cause a divisão. 

Sendo o homem o único animal diviso, ele precisa entender as causas de sua divisão e ir gerenciando os conflitos internos, fechando as “gestaltes” de forma que não lhe sobre nada a ser completado em situações futuras. Entendeu bem essa questão? É preciso saber dizer não, ter compromisso com a verdade e capacidade de renunciar, quando necessário. Mas, para que isso aconteça, necessário se faz que você concorde e siga os ensinamentos seguintes. 

VOCÊ É MATERIA, É ESPÍRITO E TEM UM PSIQUISMO MENTAL A SER GERENCIADO POR VOCÊ 

Que você é feito da mesma matéria encontrada na natureza, ninguém tem dúvida; basta examinar qualquer partícula do nosso corpo em laboratório para se encontrar 75% a 80% de água e outras substâncias como ferro, cálcio, cobre, enxofre, oxigênio, hidrogênio etc., todas obedecendo a um coeficiente de proporções próximo ao existente na própria terra. Decorrente desse fato, todos nós teremos sempre que repor perdas, através dos processos alimentares que todos nós conhecemos. Já a parte espiritual, por se tratar de uma energia sutil, é muito mais difícil de demonstrar sua existência e, por isso, muitos não acreditam nela. Muitos acham que só existe a parte material; com a morte, tudo se acaba. Diferentemente do ser humano, os animais ditos irracionais são inteiros em tudo que fazem. Eles não apresentam qualquer divisão: quando têm fome comem; quando têm sede bebem; quando estão com sono, dormem, nunca mais nem menos do que o necessário. Quando têm medo, atacam ou correm com uma prontidão que nada resta a ser completada futuramente. As experiências são sempre realizadas e completadas no aqui e no agora. É isso que os faz saudáveis e completos sempre.  

Diferentemente dos outros animais, o ser humano vive num fio de navalha, tendo que equilibrar sua parte física, com a parte espiritual e, ainda, gerenciar os conteúdos mentais surgidos da interação dessas duas forças: matéria e espírito. 

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