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A SUBSTÂNCIA BÁSICA DO UNIVERSO E SEUS ATRIBUTOS 

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EM NOSSO ENSAIO ANTERIOR SOBRE A SUBSTÂNCIA BÁSICA DO UNIVERSO, FALTEI ELUCIDAR ALGUMAS COISAS, AS QUAIS DEMONSTRAM O PORQUÊ DE DIZERMOS QUE O UNIVERSO É AUTOCONSCIENTE, E QUE A SUPERVALORIZAÇÃO DO CÉREBRO COMO INSTRUMENTO PRODUTOR DE CONSCIÊNCIA DECORRE DE UM DOGMA CIENTÍFICO-FILOSÓFICO ALHEIO À REALIDADE. 

Na primeira postagem sobre “A substância básica do universo”, falamos sobre “A Teoria da Ordem Implícita”, de David Bohm, a qual tem como base a aceitação de que existe uma ordem implícita no universo. Diz ele: “Em outras palavras: as pessoas intuem uma forma de inteligência que, no passado, organizou o universo, e a personalizam chamando-a Deus”. 

Diga-se de passagem, esse pensamento de David Bohm vai de encontro a tudo o que é aceito como verdade pela ciência divulgada nos meios acadêmicos. A ciência convencional acredita na tese de que a consciência é fruto de um processo penoso de ensaio e erro que levou bilhões de anos para se consolidar nos organismos vivos, vindo a culminar nos seres humanos. O universo da ciência é um universo materialista e tem como princípio fundamental ser e fazer apologia da burrice. Ainda voltaremos a falar sobre isso. 

David Bohm fala de uma ordem implícita, eu vou falar de uma ordem implicada, ou seja, uma ordem dentro das individuações de matéria, não no passado, mas na potência criativa que concebe mentalmente, e pelo impulso da vontade fez surgir o universo e tudo o que nele existe, conforme o que foi pensado. Essa potência criativa, chamada de Deus pelas pessoas, conforme Bohm, se nada existia nem no tempo e nem no espaço, só poderia criar algo a partir de si mesma, daí, a essência da sua criação implicadamente conservar os atributos do seu Criador, conhecido pelo nome de Deus.    

Esses atributos, conforme já falei, são a consciência, a informação e a luz, os quais são os atributos advindos da mente de Deus, implicados no cerne da matéria no momento da criação, é o mundo da física quântica. Quem está preso ao mundo da dualidade, não vai entender nunca isto que estou falando. Está preso ao mundo da física clássica, ao qual até Einstein, com toda a sua genialidade, ficou aprisionado e rejeitou o mundo novo, paradigmático e “absurdo” da física quântica, exprimindo tal rejeição com a célebre frase: “Deus não joga dados”. 

O ateísmo, infelizmente é a resultante desse aprisionamento. São os habitantes da caverna de Platão: veem as sombras nas paredes da caverna e pensam que estão vendo a verdadeira realidade. A verdade relativa possui uma amplitude dentro de um conjunto de leis, quando algo extrapola os limites daquela amplitude, aquilo que era considerado verdade passa a ser uma dissonância cognitiva – eufemisticamente falando -, para não dizer, uma mentira. 

Se pretendermos esclarecer o que levou David Bohm a intuir o que chamou de ordem implícita, vamos à seguinte lógica: A física clássica explicava o mundo de forma satisfatória, tudo baseado principalmente nas leis de Newton, na lei da relatividade de Einstein e na teoria da evolução de Darwin. Todas essas leis baseadas no Princípio Fundamental da Filosofia, que pressupõe a matéria como fator de explicação de tudo o que existe no universo. Só que a mecânica quântica ao entrar no mundo subatômico, detonou os dogmas da física clássica, ao extrapolar a amplitude consistente das suas verdades relativas. Ou seja, as partículas subatômicas não obedeciam em nada às leis da física clássica. As partículas subatômicas poderiam estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, poderiam se deslocar de A para B sem percorrer espaço, como um fantasma, poderiam atingir velocidade maior que a luz, etc., etc. Tudo o que era inadmissível perante a física clássica. 

Dando continuidade ao nosso raciocínio, todos são unânimes em admitir que o universo é governado por sábias leis, entretanto o materialismo ateu tem como pressuposto que a inteligência é algo que surgiu bilhões de anos na matéria e que o cérebro é a principal fonte de inteligência dos seres vivos, principalmente dos seres humanos. Se pensarmos assim, como poderíamos explicar as sábias leis que governam o mundo? É inadmissível as leis como invenção do próprio universo material, se ele, para tornar-se inteligente teve que passar bilhões de ano. Tal universo não teria dado certo nunca, qualquer erro teria como desfecho o caos e a dissolução.  

Claro está que o universo contém os atributos, ao mesmo tempo em que está contido neles, como software e hardware que formam as interconexões de consciência, informação e luz, no cerne das individuações de matéria. Faça-se a Luz é o mantra de poder que causou a explosão criativa do universo com todos os atributos da divindade responsável, contendo o desígnio inteligente para continuar existindo, evoluir, expurgar o que não está de acordo com o plano divino imaculado da perfeição, que é chave mestra da existência. 

O universo é governado não só por leis inteligentes, ele é perfeccionista, tem a beleza como prioridade, as leis da matemática, da biologia, da química, da física, da geometria, de tudo o que o homem procura como meta de pesquisa científica estão implicadas no âmbito das coisas, e quem tem olhos para ver sabe que um universo burro não teria como criar orquídeas,

borboletas

caracóis por exemplo, com toda riqueza de detalhes que só uma sabedoria extraordinária poderia conceber e precipitar no mundo da forma, uma vez que, não existe uma única possibilidade de uma natureza cega trabalhar com excêntricas formas geométricas, paleta harmônica de cores, como no caso das coisas citadas acima. Isto é tão evidente que os materialistas, apesar de negar o design inteligente, utilizam inadvertidamente os fósseis e desenhos

rupestres, como prova da evolução das espécies, porque no íntimo, sabem que figura geométrica, por mais simples que seja, não aparece fora de propósito, pela lei do acaso. O fato de existir uma ordem no universo, comandada por sábias leis, inflexíveis e imutáveis, impossíveis de terem sido criadas pela própria matéria, inesistente antes da criação do mundo, leva a crer que houve alguma potência criadora que acionou o fiat existencial de tudo o que aí está. Chame o nome que você quiser, isto não fará diferença nenhuma, é um arquétipo independente de qualquer religião; ao contrário, as religiões é que surgiram dele.

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